Numa clara jogada de antecipação estive 1min e 35seg a pensar nesta piada, com um nível já bastante consideravel.
Aí vai:
- Sabes qual o filme da vida de qualquer sportinguista?
- Não.
Num mundo cada vez mais materialista e egocêntrico é reconfortante ler artigos como este.
Vasco Graça Moura
Vasco Pulido Valente
João César das Neves
O cabrão do "mexicano" de que toda a gente fala, agarrou-se há uns dias ao meu puto e "deitou-o ao charco".
Soube que era mesmo o tal coiso porque o rapaz é asmático e teve direito que lhe fosse diagnosticado, através de análise, qual era afinal o bicharoco lhe provocava o mal-estar.
Digo isto porque, na escola dele, só foram confirmados 3 casos mas estiveram dezenas de miúdos em off-line.
Quebrando um pouco com linha deste blog, e porque apesar da falta de respeito que tenho por quem me lê, gosto imenso deles, vou aqui fazer um pouco de serviço público e contar a experiencia que tive com o tal "filho da puta" que ainda há um ano só chateava meia dúzia de porcos.
Segunda- feira, dia 26 de Outubro:
- olhos vermelhos e cansaço.
« Pai não me apetece estudar. Quero ir para a cama logo depois de jantar.»
«Hmmm!»
(A mãe tinha ido à tarde com ele ao Centro de Saúde da cidade capital do concelho onde moramos para vacinar o rapaz - tínhamos uma declaração do alergologista e do médico família - mas ele voltou para trás tal como tinha ido porque foi primeiro a inscrever-se para a vacinação ali no burgo. Tinham que haver pelo menos dez para vazar o frasco.)
Terça-feira, dia 27 de Outubro:
- dores no corpo (pernas e braços).
Durante a explicação de Português queixou-se de má disposição.
«Qual é a temperatura do corpo dele?»
«36.9...»
«Óh pá!»
Quarta-feira, dia 28 de Outubro(ao acordar):
- dores de cabeça, dores no corpo e 37.8 de temperatura.
«Vamos com o miúdo ao Hospital»
Moro a quinze minutos do H.D.F.F. e na triagem a temperatura passava os 38.5.
«Em que escola anda o rapaz?»
«Anda na EB 2,3....»
«Mais um»
Veio para casa aguardar resultado da análise.
Quinta-feira, dia 29 de Outubro:
- dores no corpo e picos periódicos de temperatura a rondar os 38.5 de febre, mas andou sempre por casa e em contacto muito próximo tanto comigo como com a mãe.
Eu via-lhe a temperatura do corpo como sempre fiz (errado), encostando os meus lábios nas costas dele.
Nunca perdeu o apetite.
Às 21.30 toca o telefone fixo na cozinha.
« Está? É de casa de menino J. Duarte?(português de leste)»
«É sim»
«Como está ele?»
«Com uma ligeira temperatura, mas não está mal.»
«Pronto, mantenham o controlo da temperatura e tenham atenção ao agravamento dos sintomas porque o teste ao H1N1 do J. deu positivo.»
«Não. Nós vamos já para aí. O miúdo é de um grupo de risco e quero que ele volte a ser visto, até porque agora à noite começou com tosse.»
«o.k.»
Às 22.00 o puto voltou a dar entrada no H.D.F.F onde voltou a ser observado, agora pela médica que nos tinha telefonado.
Tinha realmente muita expectoração e a febre rondava os 38.00 graus.
Veio para casa com o Oseltalmivir que é um liquido branco, amargo e "engarrafado" no Laboratório Militar.
Naquilo junta-se água (5 cl) e já está.
Depois o gajo passou a tomar a coisa de doze em doze horas, durante cinco dias.
Sexta-Feira, 30 de Outubro:
- tosse com expectoração, mas a temperatura já não passava os 38.00 graus.
Foi o primeiro dia em que andou de mascara e de luvas.
Até aí, como não sabíamos a origem da doença (erro) deixamos o tipo andar como andou nas dezenas de viroses em que apanhou em toda a sua vida.
Telefonou o Delegado de Saúde ao fim da tarde.
«É a mãe do J.Duarte?»
«Sim»
«Era para informar que o seu filho tem Gripe A. Como é que ele tem passado»
«Menos mal, obrigado»
Sábado, 31 de Outubro:
- tosse, mas em menor frequencia. Primeiro dia sem febre.
Domingo, 1 de Novembro:
- tosse.
Segunda, 2 de Novembro:
- tosse.
Terça, 3 de Novembro:
- tosse (pouca)
Telefonema do tal Centro de Saúde.
«Está sim? É de casa do J. Duarte?»
«É sim»
«Olhe, é do Centro de Saúde de ...., e era para informar que o menino tem de estar aqui amanhã pelas 09.00 horas para tomar a vacina.»
«Obrigada pela a atenção mas ele optou por ir à concorrência»
Quarta, 4 de Novembro:
- fim da quarentena e regresso às aulas.
Conclusão do blogger:
- se esta gripe é muito contagiosa, ela tem que o ser mais para uns do que para outros, pois tanto eu como a mãe do J., ao inicio, metemo-nos a jeito e, até hoje, que já é quinta-feira, nem um espirro.
- não nego que haja pessoas muito vulneráveis a este vírus - os números da OMS indicam muito mais mortalidade em pessoas jovens que o vírus da gripe sazonal -, mas uma coisa vos garanto, ao J., foi a gripe menos violenta que ele teve até hoje.
- apesar de não concordar com alguns (muitos) profissionais de saúde por irem contra as indicações do Ministério da Saúde e da DGS por tenderem a desvalorizar as recomendações dadas, pois acham que se trata de uma gripe como as outras, acho que se deve manter a calma e a serenidade.
Muito provavelmente não se irá passar quase nada se a vigilância se fizer.
- o mais difícil disto é lidar com os que sabem que tivemos um contacto muito próximo com alguém que está infectado.
Cheguei a ser olhado como se tivesse Peste Negra.
Mas sobre isso não digo mais nada.
Há como que uma interessante uniformidade de critérios que um grupo de cidadãos muito respeitosos usa para justificar as infundadas incongruências que se dizem a seu respeito.
Bem hajam.
Nós, pessoas vulgares, quando falamos dos que estão no vértice da pirâmide do "ecossistema" social, abordamo-los quase sempre como seres que não têm os nossos hábitos.
É vulgar, numa barbearia ou num café, comentarmos em tom de admiração o facto do Dr. Fulano Tal arrear forte e feio na esposa.
Sim, porque afinal trata-se do Dr. Fulano Tal.
Ou então, nos locais de trabalho, quando vimos a inércia de quem comanda, que geralmente são quadros com formação superior, também é natural que surja um:
«Afinal aqueles cabrões ainda se cagam mais para isto que nós.»
Aqui nos blogs é a mesma merda.
Nós, blogs de trolls, de gajos e gajas menos habilitados para escrever que o Vasco Pulido Valente/sóbrio,(somos só um pedacinho melhores que o Saramago), dos que não vêm para aqui dizer que já leram mais que o Pacheco Pereira e Marcelo Rebelo de Sousa juntos e daqueles que são excluídos do núcleo restrito dos blogues classe AA, pensávamos que a mesquinhes e a incongruência de andar a micar o números das visitas dos outros como os adolescentes que comparam o tamanho da pila, era uma característica só nossa, de gente que dá mau aspecto nas listas de links dos blogs da nata blogosférica ou da puta que os pariu.
Eis então, qual não foi o meu espanto ontem, quando me deparei com isto.
Bom, nós, do maradona, que é um castiço do caralho e que gostamos de o ler mesmo com os erros que dá - menos que eu, mas dá -, já esperamos tudo e mais alguma coisa, mesmo estas merda que só passam pela cabeça de ignóbeis como esta besta que está aqui a escrever.
Mas a minha maior surpresa foi que o supra-sumo da literacia das redes sociais lhe deu resposta.
(Claro que a mim não vai perder tempo a responder. Era o que faltava)
Vocês depois não querem que eu diga que isto anda tudo fodido.
Anda pois.
O João e o Faial subiram os degraus seguidos logo atrás pelo Chico e pelo Pedro.
As gémeas ficaram cá fora em missão de vigia.
Eram 2.30 e não andava ninguém pelos passeios da Fialho de Almeida.
O Faial levou os rapazes para uma porta que ficava ao topo do corredor a que davam as escadas.
O Pedro meteu as mãos na fechadura mas a porta estava trancada.
No entanto o Faial latia.
- Chiu...- repreendeu o João agarrando o animal.
O Pedro tinha aprendido com o primo, que era arrumador, a arrombar portas com um clipe e não esteve com meias medidas, enfiou o arame na fechadura e trac - som de porta a abrir, porque isto é um conto juvenil.
A sala estava escura. O João tirou a lanterna do bolso e ligou-a.
(Isto de aventuras sem lanternas não tem piada)
A sala tinha uma enorme secretária com muitos papeis e panfletos.
Atrás, uma prateleira repleta de pastas de arquivo e folhas amontoadas.
O João apontou então a lanterna para a parede que ficava do lado esquerdo onde se lia em letras garrafais :
120000 na Avenida da Liberdade.
O Pedro foi à janela ver se as gémeas ainda estavam na rua.
Não as viu e comunicou o facto ao João e ao Chico.
- Se elas não estão, algo se passou- alertou o Chico.
- É melhor descermos! - aconselhou o Pedro.
No entanto ouve-se o sinal sonoro do fax. Aquele som assustou ainda mais os rapazes.
- Vamos!- voltou a alertar o Pedro.
- Esperem! - pediu o João.
Então o João pegou na folha que saiu do fax e apontou-lhe a lanterna para poder ler o que lá estava escrito:
Claro que a luta é para continuar.
A ordem é para não ceder.
Mas agora tem que se ter mais cuidado, porque a Isabelinha foi um dos filões da "editora" enquanto foi nossa, e ajudou bastante no preço quando a vendemos ao capital, camaradas.
Entretanto ouvem-se passos vindos dos degraus.
O João lança um último olhar na folha mas só conseguiu ler Soeiro Pereira Gomes.
Teve que a largar à pressa para abandonarem o local.
Antes de passarem para o corredor espreitaram pela frecha da porta que tinha ficado entreaberta.
Viram dois vultos de homem. Só deu para ver que um deles tinha bigode e o outro era um pouco mais velho que o primeiro.
- Foste imprudente ao apoiar o Costa...- disse o de bigode.
- Apoiei-o só naquela pastelaria, tu sabes disso. - respondeu o outro
No entanto os dois homens aproximaram-se da porta.
- Temos que saltar pela janela! - disse o Faial.
A situação tornou-se tão tensa que até o cão já dava ordens.
E assim fizeram.
Aquilo estava, para aí, ainda a uns bons sete metros de altura, mas tinha que ser.
Abriram e janela e o Faial foi o primeiro a saltaaaaaaaaaar.
Nisto o Caracol acordou:
- Ufff! Que susto, ainda bem que tudo não passou de um pesadelo.
Fechou os olhos e voltou a dormir.
Os manuais de instrução do material apreendido estavam escritos em hebraico, não estavam?
Sempre gostei de ler esta senhora.
Apesar de ela escrever muito melhor que eu - não é preciso muito-, não é nenhuma Isabel Allende, é certo.
Mas gosto muito de ler a senhora, pronto.
Acho que até já aqui o tinha dito.
Só que já não é a primeira vez que noto que ela borra a escrita com a sua indisfarçável altivez.
Quer dizer, os animaizinhos têm que ser tratados com respeito - e eu aplaudo -, mas dentro do universo do bicho Homem há uns que têm pedigree e outros só servem para pôr o cabresto no lombo e servirem as elites.
Puta que pariu mais essa mania do caralho que as pessoas mais letradas têm de que são superiores a um trolha, a um taxista ou a um vendedor de castanhas.
Foda-se, o caralho é que são!
Hoje volta-nos a brindar com mais um grande poste, em que, sim senhora, mais uma vez lha dou toda, mas foda-se, coloca-me a classe das sopeiras mais rasteira que uma chinchila.
É que não é por mais nada, caralho. A minha querida mãe foi sopeira, e para além de nunca ter tido um casaco de peles, merece o mesmo respeito de outras senhoras .
Pois é. E nesta época, para além de saudades de uma amiga muuuito especial , não vi uma linha escrita sobre o tema.
- Vá, continua lá a escrever que eu gosto de ti, mas trata-me bem os trolhas e as sopeiras se fazes favor!